Mares que correm em cada gesto. Pontes que se abrem e transportam as águas em meu leito. Sorrisos rasgados que atravessam memórias, permanecendo em cada uma das minhas histórias! Reclama de mim, tudo aquilo que te pertence, toma-me o coração nas tuas mãos e embala-o. PROTEGE-ME, faz de mim o teu vício, provocando incêndio de nós dois... acolho-me nesta tempestade que nos transporta á loucura. mas PROTEGE-ME, para que em nenhuns outros braços eu me sinta tão segura!!!
terça-feira, dezembro 19, 2006
Ela [Eu]
[...]
Anjos
Anjo cintilante, eu acreditei
Que eras o meu salvador quando eu mais precisava
Cega pela fé, eu não pude ouvir
Todos os sussurros, os avisos tão claros
Eu vejo os anjos
Eu os conduzirei até á tua porta
Agora não há como fugir
Piedade nunca mais
Sem remorso porque eu ainda me lembro
Do sorriso quando me rasgaste em pedaços
Tu levaste meu coração
Enganaste-me desde o começo
Mostraste-me os sonhos
E eu desejei que eles se tornassem realidade
Quebras-te a promessa e fizeste-me perceber
Que tudo era mentira
Anjo cintilante, eu não pude ver
As tuas intenções sombrias, teus sentimentos por mim
Anjo caído, conta-me porquê
Qual a razão da aflição em teus olhos?
Poderia ter sido para sempre
Agora nós chegamos ao fim
Esse mundo pode ter-te abandonado
Isso não justifica o porquê
Poderias ter escolhido um outro caminho em tua vida.
O sorriso quando me rasgaste em pedaços.
[...]
Infliges dor em recantos de memórias passadas.
A oportunidade surge no fado findado, irado
Não me comove a lágrima escura e dura
Que em teus olhos caiu, um dia, escura.
Agitas o mundo, profundo, no certo ou errado
Invocas as águas revoltas, em mar derramadas
Conduzes-te aos céus que nem véus, sonho latente
Nostalgicamente chamas rios que te banham docemente
Encontras na rua, imagem tua, que desconheces
Espantas bem alto, sob aquele asfalto que um dia te caiu
Não es mais aquela, pavio de vela, que a dor possuiu
Ajoelhas o mundo, tens riso profundo, em ti amanheces....
Emanas amor, delicada flor que um dia plantaste,
Suavizas a brisa, docemente contida num beijo teu
Entregas saudade, respiras verdade, a que criaste
Vives momentos, de pensamentos que te prometeste
E plantas harmonia, em todo o teu dia, e no que viveste
Encontraste a felicidade, a tua vontade, que um dia te deste
Porque tu [eu] alcanço docemente o sol e a luz da lua
Descubro solene, promessa perene que sempre fui tua
E porque alegremente, desvio a corrente, deste rio sonhador
Porque tenho o mundo, cá bem no fundo do meu coração
Não tenho ilusões, tampouco citações, para a tua razão
Transponho alegria, e na minha ousadia apenas ... vivo de amor
quinta-feira, novembro 30, 2006
Desabafo
Hoje não me sinto invadida por algo bom, muito pelo contrário e talvez por isso sinta esta necessidade. Hoje é o culminar de alguns dias atrás em que acolhi em mim e olhei á minha volta. Não me senti, nem senti que me sentissem, como um dia, talvez, me tenham sentido.
Não sei que sentimento este que me assola e me inquieta, e me faz provocar estas lágrimas absurdas que tento conter.
Sinto-me infeliz, deprimida, sozinha, e ao mesmo tempo procuro em vão por tantas respostas.
Não tenho motivo algum para me sentir combalida dentro da minha própria alma.
A angústia apoderou-se insensivelmente da minha razão, e não consigo descernir os pensamentos que passam em simultâneo.
Serei eu que não me satisfaço com nada? Será que não aguento que também eu posso ser feliz? Será que felicidade afinal não é o que eu procuro?
Não omito os meus pensamentos, nem tão pouco os tento apagar ou até desviar, e ao pensar sobre eles não consigo responder-me.
Não estou bem, este vazio preenche-me totalmente, a insatisfação, a não-vontade, tudo é deprimente, tudo me parece opaco.
Dou por mim tentando aliviar momentos que me preenchem, dou por mim, tentando não ser eu, nem alguém que me apresentasse.
Esta luta desmedida contra o meu próprio eu está a arrasar-me os sentidos, e a inquietação anda de mãos dadas comigo!!!
Que faço eu nesta pose teatral onde finjo que está tudo bem?
Que faço eu, no momento do meu acto, que não consigo ser original, exprimindo apenas o que já decorei num papel algures largado.
Não me sinto eu, decididamente, hoje é um mau dia, obviamente.
Já não me sinto a estrela do meu livro, nem tão pouco o espectador do meu filme.
Gostaria de acreditar que não passam de devaneios que por vezes vêm e retornam ao seu ponto de partida, mas eles permaneceram, instalaram-se e teimam em ficar.
Perdi a noção simbólica de partilha
Já não se partilham nem palavras
O olhar também já é diferente...
Há algo errado, que me tentam esconder
Já não me sinto aquela rosa de um jardim
Já não sinto que criei vontade algures
Tudo não passou de uma ilusão que se criou.
A única vontade que me apresentam
Não tem a ver comigo, até é fora de mim...
Criam-se laços de conforto imaginários
Em almas e corações sedentários
Mas no fim deixa de haver espaço para eles...
Vou parar
quarta-feira, novembro 22, 2006
Falta de inspiração
Nem tão pouco no sol despertino da rua
Hoje a luz não me guia, nem espero a lua
Hoje sinto a inspiração falhada...
Já perdi o fulgor de outrora
Até deixei de ter tempo para mim...
E não basta querer tanto assim,
Escrever, como quero agora...
Falta-me a ideia, o assunto, a razão.
Faltam-me as palavras, que me saem do coração
Falta-me espaço, alma, um ponto de abrigo.
E as vezes o silêncio é o melhor amigo!!!
E é desse silêncio que a falta sinto.
Preciso calar as palavras, não minto,
Tenho tanto ao lado para fazer...
Mas escrever, é o meu fado. E sofrer!!!
Sofrendo escrevo o que vejo errado...
Mas não enterro na escrita o viver.
Preciso de viver do outro lado!!!
Porque me falta a inspiração
Traço a rascunho os sentimentos
Que trago neste meu coração
Apenas por breves momentos...
Até logo....
quarta-feira, novembro 08, 2006
[In]Definidos
Hoje emancipei o pensar de dor,
Apressei o principiar do sentimento
E o tempo, ausente
Não me falou de amor
Daquele que a gente sente!
Também eu não falo de amor.
Ousadia, seria a minha, vulgaridade.
Como falar com tamanha sagacidade
Do desconhecido, por mim vivido,
de tamanho resplendor
Do que foi, sem sequer ter partido!
Não invoco ninfas, para atenuar esta luz,
Nem clamo aos céus, a liberdade assumida
Só a a vasta escuridão me conduz
Só o Inverno frio me seduz.
E eu prefiro viver esquecida!
Quantas vezes me esqueci de mim?
Quantas estacionei em meu peito?
Não as conto, não tenho jeito,
Nem as podia contar assim
Quantas vezes eu chorei, para me encontrar?
Quantas me achei sem me procurar?
sexta-feira, novembro 03, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
As manias
Ora aqui o senhor Hole in Vein apanhou-me num momento de descontracção e assim do pé prá mão aqui vai.
1 – Ora bem, para começar, tenho a mania da perseguição quando vou a conduzir. Se um carro começa a andar atrás de mim, começo logo a fazer filmes e a ofender o condutor com todos os insultos imagináveis. É isso mesmo, não gosto que andem coladinhos á minha traseira.

2 – Outra das minhas manias é ouvir música a altos berros enquanto conduzo, e tentar acompanhar a mesma, claro que passo por situações embaraçosas, principalmente nos semáforos, quando eu me esqueço e continuo com a minha “linda” voz e os condutores do lado a olhar para mim. Eheheh. Ora aqui fica um som que me tem feito passar momentos muitos agradáveis.
3 – Tenho a mania de andar sempre de preto, e tento nunca largar as minhas botas “tropa”. Claro que isso me causa certos tipos de problemas no trabalho, não com o pessoal que já me conhece, mas sim, com os Srs. Doutores e Engenheiros que por lá aparecem para as reuniões. Deitam-me com cada olhar do tipo: “ Mas esta gaja trabalha aqui? Como é que isto é possível?” E muitas das vezes faço questão de mostrar os meus piercings e tatuagens e aí sim, é bonito olhar para as caras deles de desdenho.
Because I like My Punk Soul

4 – Tenho a mania de andar sempre a mudar de penteado. Ando constantemente a pintar o cabelo, a cortar, a trançar. Ainda me lembro das minhas imponentes rastas que tive que cortar quando comecei a trabalhar. Ai, ai, ai

5 – E por último, mas que considero mais importante. Tenho a mania de falar de política, de tentar incutir nos outros o meu espirito Anarquista, ando sempre a tentar convencer os meus amigos para começarmos uma revolução e fazermos disto uma anarquia. Pois acredito na liberdade e individualidade de cada um, acredito num mundo sem dinheiro. (Mas infelizmente tenho que me adaptar a esta sociedade democrata que me chula até ao tutano).

A liberdade existe
Ora, e agora? Quem será que vou “maniar”?
Silvia C., Miss , Rui , Sara mm , Vida de Vidro
segunda-feira, outubro 23, 2006
Várias cinco frases (III), incluindo a carta para aqueles que a receberam
porque somos tão egoístas?
Movimentamo-nos no mundo do EU,
uma depressão conhecida.
A escavação continua.
Ao som de uma guitarra
vejo o mundo padecer.
Solos marcam a minha idade,
melodiosos como a primavera.
Que agradável Novembro
O fim do nosso bairro,
o resto do mundo resiste,
empurrados para a generalização,
tudo fica igual,
não existe nada igual.
Agua clara de um rio distante
na minha mente,
Porque nos habituamos ?
felicidade a nossa.
todo o por do sol é diferente
Confundi os meus sentimentos,
perdi a lógica das ligações.
Ali estás tu! a sofrer.
Eu consigo olhar-te.
Desculpa, desculpa-me.
Quero o meu coração.
Sou serenamente egoísta.
Acredito que sei do que falo,
uma temperatura muito baixa
sobe dentro do meu corpo
A vergonha já não nos prende,
apreciamos o escuro,
conhecemos terras do norte,
almas desaparecem,
porque nos queremos afogar?
Não esperamos por nada,
não temos um transporte,
abusamos do pensamento,
não há, de haver
peças para nos arranjar.
By: Julien Passinhas
terça-feira, outubro 10, 2006
Várias cinco frases (II) Dedicadas ao Alvo do Meu Sentimento
a velha árvore teme-me,
a água da chuva não me molha em Abril,
o fogo já não me aquece,
o ar, esse sim ficou para eu não morrer
Para de olhar para mim,
esse olhar faz me odiar,
desculpa, nada me fazer amar,
não me compreendo hoje
amanhã morrerei confuso e aplaudido
O que os faz andar na rua?
Sons que se movem freneticamente,
o fumo devora a multidão,
estranhos botões circulam,
mulheres brilham na noite.
Notas de um pianista francês,
sentimentos soltos nas teclas,
o frio não intimida a melodia
quente, ataca os meus ouvidos.
Prédios antigos de uma cidade vossa
Uma multidão sozinha
numa terra distante,
porque estou eu confuso aqui?
tudo parece estar a imóvel,
nada disto eu quis, por que te ris?
Nesta terra, deus só reina no céu,
o diabo assumiu a forma de papel,
movimenta-se num mortal de radianos,
chega a todos, com ele sobrevivemos.
Alma consumida numa vida, não chega ao céu.
Peregrinação de velhas plantas,
plantam-se na nossa mente sóbria,
já não queremos o controlo,
o diabo que arda nas nossas chamas.
Deus consegue agora imperar.
O que tu pensas não condiz
com os movimentos da tua boca
não me vês em perfeita harmonia,
não deixo ninguém para trás.
Tudo funciona se dermos o nosso coração
A desgraça domina o preguiçoso,
por isso nos casamos,
agora parece agradar-nos,
que sociedade tão egoísta
ah! e os pais já nos falam.
Filósofos consultam psiquiatras
qual é a mente que resiste?
Palavras de mentol, dão sabor à escrita
o plástico já foi com o vento
tudo engolido arduamente por malucos.
By Julien Passinhas
quarta-feira, outubro 04, 2006
Parabéns

Porque deste que te soube, que me sei, que me dei...
Porque desde que te pertenço, me encontrei.
Porque desde que me sinto, que te sabia,
Porque é em ti que procuro o melhor do meu dia.
Porque és água, és sede, és o meu vício maior
Porque és riso, és alegria, o meu sonho melhor
És o meu beijo, o meu desejo, és a luz da minha lua
És tudo aquilo que me fará ser para sempre tua.
E cresces em mim no passar de cada momento
E vives na eternidade do meu pensamento.
(Que este dia continue especial)
terça-feira, setembro 26, 2006
Várias cinco frases (dedicadas ao mundo).
jovens sem destino,
jovens sem vontade de mudar o mundo,
limitam-se a queimar os anos
e a querer morrer aos cinquenta.
Lindas meninas dançam pelas ruas,
a melodia já é diferente,
mas elas bailam possuídas por um diabo
que as faz mover irrequietamente,
querem destruir a própria mente.
Como as coisas mudam,
daqui a anos serei velho
e ainda mais me assustarei.
Como o fogo se alastrou no tempo,
aqui estou eu com medo da morte.
Que conversa foi aquela?
querem-nos fazer de espelhos
para gente imunda se olhar,
não vejo amizade nisso,
quero é morrer antes disso se dar.
A Melodia de um piano
faz-me lembrar a inocência do meu ser
por terras que me viram nascer,
que frio tão confortante.
Agua gelada dum primeiro banho.
Fecho os olhos ao ver-te passar
não me quero recordar da minha dúvida.
Sozinho, a rumo dum mundo meu,
quero é viver e dizer que vivi.
Tudo se torna um passado num instante.
Não imaginam como eu vejo o mundo,
guardo pecados dum universo distante,
as estrelas estão a morrer sozinhas,
já ninguém as olha com felicidade,
a natureza perde o sentido.
Quem olha para o rio
sabe do que estou a falar,
sem pressas para o atravessar.
É bonito como a minha vida
passo por ele sempre pensando.
Nunca gostei de te escrever,
apenas queria ver-te no meu pensar,
perto tudo passava,
voltava de novo ao desespero
dum sentimento vencido.
Que fazes por aqui meu amigo,
ó sacana, fazes me lembrar felicidade
tudo aquilo que queríamos ser,
olha para nós?
é o que faz respirar depressa.
Por : Julien Passinhas
quarta-feira, setembro 20, 2006
Começar a escrever - (2ª e última parte)
A memória é suficiente para guardar coisas que me esqueci.
Por hoje começo a ficar cansado de escrever, aliás estou só a começar.
Já passaram uns dias e eu já vivi tantas coisas. Assusta-me saber que aqui só passou um espaço em branco.
Os que se defendem atacando não têm paciência nenhuma.
Os que atacam defendendo-se perderam a paciência toda.
É lindo saber que quanto mais pessoas me conhecem mais vezes eu sou.
Conhecer bem uma pessoa é saber o que ela disse não o que vai dizer.
Não consigo escrever nada que me deixe feliz, quero escrever algo para mostrar o quanto eu estou triste.
Nascemos todos os dias e só nos apercebemos disso no dia seguinte.
Tive uma ideia, vou contar-vos uma coisa.
O outro dia sai deste mundo e vivi algo com o tempo. Enquanto caminhava livre encontrei dois senhores , aproximei-me e reparei que puxavam uma corda infinita, cada um para seu lado, fiquei ali e por de traz de mim ouvi “E viva o senhor futuro” quando me voltei ali estava um velho, marreco , de fumo na boca, bem rugoso a olhar através de mim para aquela competição, perguntei lhe ,quem são aqueles ?
Um é o senhor futuro e outro é o senhor passado.
Então mas que corda é aquela que puxam?
A corda do verdadeiro tempo amigo .
Voltei me para a competição e nada daquilo parecia fazer sentido, como seria possível estar o senhor passado e o senhor futuro, os dois numa competição onde situados opostamente puxavam uma corda do tempo. O senhor passado tinha mais força e puxava sempre um bocadinho mais da corda para ele. Estava a ficar confuso, então sendo a corda infinita nenhum deles iria ganhar e por mais corda que o senhor passado puxasse ao senhor futuro mais corda ele tinha para lhe dar. Mas que competição estúpida, pensando melhor aquilo só deixaria de ser estúpido se deixasse de ser competição, pois afinal deixei me levar pela primeira aparência da situação, dois senhores a fazer esforços em sentidos opostos só poderia ser competição mas não , não era , toda a competição tem um vencedor e um derrotado no fim e neste caso isso nunca aconteceria. Fiquei ali a pensar e decidi perguntar ao velho qual era o objectivo daqueles dois senhores.
O objectivo menino, o objectivo é passar tempo.
Acordei com esta história na cabeça o outro dia, não sei bem se foi assim, estava atrasado para a minha vida.
Estive vários traços de tempo sem escrever uma única palavra, o que aconteceu as palavras que eu poderia ter escrito?
Desci as escadas e procurei a saída, o mundo estava quieto à espera de me ver sair. Abro a porta e de repente tudo se começa a mover em torno da loucura que é o eixo da realidade, não percebi a sequencia que me levou a pensar isto mas continuei e percebi que é na continuação que está o segredo eterno da vida.
Se tudo fosse tão fácil como regar um pedaço de carne e não o ver crescer mais, não, se tudo fosse tão difícil como cortar em quatro o fio de uma navalha afiada eu iria compreender que à minha volta estou eu e depois sim, estou eu outra vez.
Depois de um fim-de-semana de abstracção minha, voltei para esta gravidade que me faz sentir o quanto pesado eu sou e o quanto leve é esta realidade que me prende aqui. Gravidade esta que me faz pensar na realidade em que vivo.
Tenho saudades de um amigo que conheci quando era mais novo, não o tento procurar porque tenho outras prioridades que fazem com que fique quieto e por vezes, lá aparece ele e aleija-me na minha mente provocando esta saudade que recorda o tempo em que eu sonhava ser o que não sou hoje.
Hoje sinto que sim e penso que não.
Não tenho escrito nada, penso sobre o universo.
E é sobre o universo que vos quero falar."
By Julien Passinhas
quinta-feira, setembro 14, 2006
Começar a escrever - (1ª parte)
E mais uma vez deixo algo de alguém muito especial.
Sei escrever porque me ensinaram, mas tenho um problema, nunca escrevi.
Sai de casa bem cedo, esqueci-me do acento, voltei a trás, não precisava, sai novamente.
É custoso tentar colocar todos os choques mentais na ordem suficiente para electrificar algum pensamento que eu espero, alguma vez, aproveitar nesta vida.
As perguntas começam sempre antes das respostas, percebem agora quem é que apareceu primeiro?
Antes da nave espacial Europa ter aterrado no resto do mundo Terra as coisas pareciam equilibradas, todos minimamente se suportavam, e isto estava mais longe do fim. Agora que está mais perto eu penso e escrevo.
Deus marca o fim daquilo que não acaba, os números também não têm fim mas também não preciso de todos eles, sei que posso estar à vontade.
Quando eu morrer o meu filho há de falar de mim aos meus netos, os meus netos hão de falar de mim e dele aos netos deles, por sua vez os netos destes alguma vez se vão lembrar do meu primeiro nome?
Tenho um amigo que pratica atletismo a muitos anos e ele bateu um recorde, fez 100 metros em 9 segundos. Em casa pensei nisto, amanhã alguém vai bater o recorde dele em milésimos, depois evolutivamente passaremos para milionésimos e depois , eu , não sei o nome, mas não se tornará ridículo?
Colocar níveis nas coisas. Construir uma coisa, deixar caminhos, entreter-nos.
Precisava de estar no mesmo espaço e tempo com todas as pessoas que conheço para ser eu.
Aqueles que me conhecem e eu não conheço não existem, aqui.
Um miúdo com 6 anos gostou imenso da montanha russa, por ele, ficava ali o resto da vida.
Um homem com 36 anos gostou imenso da ilha deserta, por ele, ficava ali o resto da vida.Um idoso com 66 anos gostou imenso de ter 6 e 36, por ele, ficava ali o resto da vida.
Regresso
sábado, setembro 02, 2006
Vazio Humano

sinto o vermelho mais escuro
o frio mais calmo.
As noites que são a minha casa.
As luzes que são tudo.
Perdi-te a tentar viver
Quem dorme não devia mandar,
mandar nos que acordados não precisam.
Fugir disto é a solidão,
Solidão que não temo. "
sexta-feira, setembro 01, 2006
sexta-feira, agosto 25, 2006
IV

segunda-feira, agosto 21, 2006
Pensamentos

quinta-feira, agosto 17, 2006
Premonição

Não cruzes o meu olhar, na certeza eminente
Não tomes o meu sorriso como algo permanente...
Não toques no meu sentimento eterno...
Poderá não haver eternidade para ele.
Não me ames na certeza do amanhã..
Pois nem eu me encontro hoje...
Não provoques feridas que não podes sarar..
Não digas palavras, que não podes calar....
Não me julgues certa para sempre...
Luta por mim, a cada momento...
Conquista cada pouquinho de mim, lentamente...
Não me tomes completamente uma certeza...
Eu até só sou metade....Metade de mim própria....
Ana (Dez. 2005)
segunda-feira, agosto 14, 2006
sábado, agosto 12, 2006
Novos ventos
quinta-feira, agosto 03, 2006
Existências
segunda-feira, julho 24, 2006
...

quarta-feira, julho 19, 2006
Recomeços

segunda-feira, julho 17, 2006
Goodbye My Lover

Adeus meu Amor.
Adeus meu Amor. Adeus meu amigo.
E ainda seguro tua mão na minha,
Adeus meu Amor. Adeus meu amigo.
quarta-feira, julho 12, 2006
III

E na lembrança viva do esquecimento
Deposito o nada que me preenche
Não me estendam as mãos que eu não mereço
Não me ditem sentenças, que já não me pertenço
Há muito que me perdi e ainda não me encontrei
Sufoco inerte em cada lágrima que me talha
Suspiro latente nas rédeas da saudade...
Saudade de mim, do que fui um dia e esqueci...
Perdi-me no tempo terreno duma luz que não acende
E o pavio de uma qualquer vela não me ilumina
Não sou mais que uma escrava de mim própria
Como me odeio e este meu ar de insatisfeita
Como me amo e a esta minha petulância de não saber que sou
E continuo a ignorar os sinais do medo
Tento-me encontrar onde não estou
Vejo-me lembrar o que nunca esqueci
Repugno-me e calo, pois mais uma vez me perdi.
segunda-feira, julho 10, 2006
II

Declinou a noite neste alento da solidão
E o sufoco já perdeu a razão...
Enquanto [te] espero, desaperto o botão da saudade
Nada será longe de mais, nada se perderá no tempo!!!
Travo conversas paradas sob uma chuva qualquer
Engulo o seco do eco destes silêncios [demorados]
Perco-me na encruzilhada que me levará [mas não demoro]
Fecha os olhos e abre-os a seguir...
Encontrar-me-as algures entre o sopro da lua...
quarta-feira, julho 05, 2006
I

Apertei minhas mãos na aurora do vento
Abracei-me, aqueci-me ao sabor dos meus braços
Refresquei-me com lembranças de "palavras"
sexta-feira, junho 30, 2006
Imaginário

E tudo pemanece na inconstância inalterável!!!
Sulca suspiros rasgados entre lábios que não encontra
Inerte, procura um caminho sem principio...
Cabelos macios irrequietos sopram ventos inacabados
E na memória traz algo que nunca lembrou, nunca soube...
Desgasta as mãos que não lhe estendem, [rudes]
Pinta na tela imagens sem cor...
Chora. Rolam na maciez descontrolada de seu rosto
Lágrimas de um vermelho vivo, dor de quem sente
E fica, parada na calçada deitada, acabada...
Cabelos soprados ao vento, vento da solidão!!!